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Crise agrava-se na Hungria


A redação de Bruxelas

Crise agrava-se na Hungria

A empresa siderúrgica húngara DAM 2004 foi uma das primeiras a ser atingida pela crise. Em Dezembro, suspendeu a produção e, dois meses depois, anunciou o despedimento de mais de 800 trabalhadores, ou seja, quase a totalidade do pessoal. Mais 800 pessoas sem trabalho que vêm aumentar os números do desemprego: 8,4% em Janeiro, ou seja, quase um por cento mais do que a média comunitária de 7,6% na mesma altura.

Outrora uma das melhores alunas do antigo bloco comunista, a Hungria é hoje uma das mais atingidas pela crise e a recessão atinge todos os sectores. O parque empresarial do Sul de Buda, por exemplo, há pouco em construção, mas agora já terminado, não consegue arranjar compradores. Primeiro país da União Europeia a beneficiar de uma ajuda do Fundo Monetário Internacional, a Hungria, reclama mais. O fluxo de capitais estrangeiros estagnou e o país percebeu que, sem novos empréstimos, não vai conseguir reembolsar os cerca de 20 mil milhões de euros de dívida externa: pública e privada.

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