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Líderes europeus insistem na reforma da finança internacional

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Líderes europeus insistem na reforma da finança internacional

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Os Vinte e Sete não estão dispostos a abrir mais os cordões à bolsa, pelo menos para já. Reunidos na cimeira de Bruxelas, os líderes europeus insistem na reforma da arquitectura financeira internacional.

A duas semanas da cimeira do G20, em Londres, os Vinte e Sete parecem, pois, apostar na regulação da finança internacional como uma arma igualmente eficaz contra a crise. Quanto a mais planos de relançamento económico, como pedem os Estados Unidos, talvez sim, mas só depois de ver se os actuais planos dão frutos. “Não se trata de dizer: vamos estimular a economia ou vamos fazer a reforma da regulação e da supervisão. Nós precisamos de ambos”, garante o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. E quando o FMI prevê um recuo do PIB mundial, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, os Vinte e Sete divergem sobre uma das raras medidas anticrise a ser financiada pelo orçamento comunitário: cinco mil milhões de euros para um projecto de infra-estruturas de energia e internet. Certos países querem incluir no projecto o gasoduto Nabucco, outros preferem acções mais imediatas. O aumento do desemprego na Europa preocupa também os Vinte e Sete e uma cimeira especial sobre o tema foi agendada, para 7 de Maio, pela presidência checa da União. Os líderes europeus divergem também sobre o tipo de ajuda a atribuir aos países de Leste, os mais atingidos pela crise.