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Obama resiste ao escândalo da AIG

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Obama resiste ao escândalo da AIG

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Barack Obama pronunciou-se ontem sobre o escândalo da seguradora AIG que faz estremecer pela primeira vez o “estado de graça” da nova administração norte-americana.

A empresa, resgatada pelo estado da falência, utilizou mais de oito mil milhões de dólares de dinheiro público para pagar prémios a altos funcionários e reembolsar as dívidas a vários bancos de Wall Street. Durante uma deslocação à Califórnia, Obama afirmou, “partilhar a indignação geral face ao escândalo”. Fiel ao discurso de campanha o novo presidente voltou a demarcar-se das atitudes de Washington. “Eu sei que na capital há toda uma confusão, todos trocam acusações, os Democratas e os Republicanos. Eu assumo a responsabilidade, pois sou o presidente. Não fomos nós que escrevemos os contratos, tinhamos outras prioridades. Mas vamos ocupar-nos do problema e tentar resolvê-lo”. Uma forma de, antes de mais, sair em defesa do Secretário do Tesouro, Timothy Geithner depois de vários congressistas republicanos terem exigido a demissão do responsável. O presidente da companhia AIG interrogado ontem no Congresso, prometeu tentar recuperar os 165 milhões de dólares pagos em prémios de gestão a cerca de 400 altos funcionários. Até agora Washington já despendeu mais de 170 mil milhões de dólares em três planos de resgate da seguradora. Segundo a imprensa norte-americana, 30% da soma teria sido utilizada para reembolsar as dividas a bancos como o Goldman Sachs, Merryll Lynch, o alemão Deustche Bank e o francês Societé Generale.