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Papa critica efeitos da globalização em África

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Papa critica efeitos da globalização em África

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Mais de 60 mil pessoas assistiram esta manhã à missa campal celebrada pelo papa em Yaoundé, nos Camarões.

Ao terceiro dia da viagem de Bento XVI a África, o banho de multidão acalmou por momentos a polémica criada pelas declarações sobre o uso do preservativo. O sumo pontífice dedicou a homilia aos pobres e às vítimas da violência no continente, citando ainda, “os efeitos nefastos da globalização sobre a vida tradicional africana”. Num continente que actualmente regista uma expansão acelerada do cristianismo, Bento XVI não deixou de lembrar a posição da igreja sobre o aborto, pedindo às famílias para que, “dêem prioridade à vida como um presente de Deus”. O papa desloca-se amanhã a Angola onde termina a visita de uma semana a África, a primeira do pontificado. O regresso à Europa anuncia-se atribulado, depois de varios países e mesmo a Comissão Europeia terem criticado as posições do papa sobre a prevenção da SIDA. Nos últimos dias, comunicados e declarações reafirmam que, ao contrário das afirmações de Bento XVI, o preservativo é a forma mais eficaz de evitar a propagação da doença.