Última hora

Última hora

Sarkozy recusa-se a ceder a segunda greve geral em França

Em leitura:

Sarkozy recusa-se a ceder a segunda greve geral em França

Tamanho do texto Aa Aa

Os sindicatos franceses celebram já aquele que poderá ser o maior protesto contra o governo dos últimos 20 anos.

Segundo os números das principais confederações de trabalhadores mais de 3 milhões de pessoas manifestaram-se hoje em 200 cidades francesas. Quase dois meses depois da última jornada de protesto, trabalhadores e sindicatos voltaram a exigir ao governo mais medidas sociais face à crise económica. O presidente Nicolas Sarkozy mostra-se, no entanto inflexível, tendo reafirmado que em tempos de crise a prioridade passa pela ajuda às empresas para promover o emprego. O líder do sindicato CGT, Bernard Thibault, afirma que, “os trabalhadores sabem que não são os responsáveis da crise, mas sim as vítimas, face aos despedimentos, à diminuição dos salários e à pioria das condições de trabalho. Exigimos ao governo e aos empresários que voltem atrás nas decisões que tomaram nos últimos anos”. O porta-voz dos socialistas, Benoît Hamon, sublinha que, “a crise em França é diferente daquela vivida noutros países porque o presidente francês é o unico a agravar a situação ao fazer as escolhas erradas em termos económicos e sociais”. A greve geral de hoje atingiu mais de um quarto da função pública, com principal incidência no sector educativo. Os trabalhadores do privado, na grande distribuição e no sector automóvel também aderiram à paralisação. Face às perturbações nos transportes, um utente afirma-se resignado: “eles têm reivindicações e é assim que lutam por elas, não posso criticá-los por isso”. Outra mostra-se revoltada: “as principais vítimas da greve são os que necessitam dos transportes públicos para trabalhar, para poderem ultrapassar a crise”. Os sindicatos exigem uma resposta imediata do governo e ameaçam já convocar um novo protesto para o início de Abril.