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Apesar das reticências iniciais, UE abriu os cordões à bolsa

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Apesar das reticências iniciais, UE abriu os cordões à bolsa

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Cinco, 50 e 75 são os três números saídos da Cimeira da Primavera. Cinco mil milhões de euros, de verbas comunitárias não utilizadas, vão para as infra-estruturas energéticas e de internet. Cinquenta mil milhões de euros serão disponibilizados para uma eventual ajuda de emergência aos Estados membros em dificuldade.

“Cinquenta mil milhões de euros é o montante com o qual aumentamos as garantias para os países com dificuldades na balança de pagamentos. E isto é o dobro: passamos de 25 para 50. Se tivermos de ajudar um país que seja particularmente atingido pela crise, teremos a possibilidade de fazê-lo”, garante Mirek Topolanek, primeiro-minsitro checo e presidente em exercício da União. A República Checa porta-se bem, assim como a Eslováquia e a Eslováquia, ambas na zona euro.

Mas outros Estados do Leste sofrem muito mais. É o caso da Letónia e da Hungria, que já tiveram de ser socorridos pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional. Aliás, é para o FMI que vai o terceiro número: os Estados membros decidiram aumentar em 75 mil milhões de euros, a sua contribuição para o Fundo, que estimam precisar de verbas para fazer face à crise global. “O fosso financeiro dos países emergentes eleva-se, este ano, a 800 mil milhões. Mas esta questão não afecta apenas os países emergentes: há um risco de contágio que afecta todos os países do mundo”, alerta o primeiro-minsitro britânico, Gordon Brown. “É crucial que aumentemos a disponibilidade dos recursos das instituições internacionais, para que possam intervir, e possam parar o alastramento da crise, estabilizar as economias e colocar a economia global de novo no caminho do crescimento.” Apesar da crise, os líderes europeus parecem optimistas. Nesta cimeira, chegaram igualmente a acordo sobre uma linha comum a adoptar na cimeira do G20, em Londres, onde a Europa conta propor as bases da reforma do sistema financeiro global.