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Futuro europeu da Macedónia vai a votos

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Futuro europeu da Macedónia vai a votos

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A antiga república jugoslava escolhe o chefe de Estado e os representantes municipais este domingo. Mas o país, um dos mais pobres do continente, vive uma grave crise que acentua as divisões étnicas. O desemprego atinge 35 por cento da população activa. As medidas de segurança foram reforçadas para evitar a repetição dos confrontos entre eslavos e albaneses da Macedónia que marcaram as legislativas de Junho de 2008: uma pessoa morreu e várias ficaram feridas.

A Macedónia tornou-se independente da federação jugoslava em 1991 e escapou por pouco à guerra civil dez anos depois. A insurreição da comunidade albanesa durou sete meses e teve como objectivo denunciar a sua escassa representatividade no país. Vinte e cinco por cento dos macedónios são de origem albanesa. Os acordos de Ohrid assinados em Agosto de 2001 sob os auspícios da comunidade internacional, e em particular da União Europeia, permitiram o regresso à calma. O parlamento aprovou os textos que concederam aos albaneses um acréscimo de direitos civicos e políticos, nomeadamente na esfera local. Em Dezembro de 2005 a Macedónia obteve o estatuto de candidata à adesão à UE. Este desejo de Skopje foi apadrinhado por Javier Solana, o alto representante de Bruxelas para a política externa. Mas o jovem país tem ainda vários problemas para resolver. Além de ter de encetar reformas políticas e de enfrentar a corrupção como exige a União Europeia, a Macedónia mantém um diferendo com a Grécia por causa do nome do país. Para Atenas o nome Macedónia é património exclusivo da sua história e por isso recusa reconhecer o país enquanto Skopje não encontrar outro nome para designar o seu Estado. A Grécia ameaça vetar a adesão da Macedónia à UE, da mesma forma que o fez para a NATO em Abril do ano passado. Em 1993 Skopje conseguiu um assento na ONU sob o nome de FYROM, acrónimo inglês para Antiga República Jugoslava da Macedónia.