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O peso do florim húngaro na crise financeira

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O peso do florim húngaro na crise financeira

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A Hungria é um dos países mais afectados pela crise financeira.

O Estado e os particulares estão fortemente endividados. No segundo trimestre de 2008, os empréstimos em moeda estrangeira correspondiam a mais de 60% do total da dívida das famílias. Actualmente, um terço dessa dívidas são estatais O analista Manik Narain refere que “nos últimos anos, muitas economias europeias assistiram a um rápido crescimento e à valorização das moedas”, adiantando, que “acabar com as hipotecas ou pedir uma divisa estrangeira” eram tarefas relativamente simples. “Quanto mais apreciada for a moeda em relação, ao euro por exemplo, mais baixas eram as mensalidades” conclui. Em 2008, 85% dos créditos ao consumo dos húngaros estavam subscritos em moeda estrangeira, nomeadamente, em euros e em francos-suíços. Após o Verão de 2008, a moeda húngara perdeu 30% do valor em relação ao euro. Uma desvalorização penalizadora para os consumidores. Laszlo Vadasz afirma, que em Novembro viu a hipoteca ir “por água abaixo.” Isto por que não podía pagar os 152.000 florins, mas penas cerca de 100.000. Mais tarde deixou de “poder pagar qualquer coisa” porque perdeu o emprego”. O Estado também se endividou para financiar as despesas assumidas ao longo de vários anos Em 2006, o défice público húngaro, ultrapassa os 9% e bate o recorde dentro da União Europeia. Dois anos mais tarde, desce para mais de metade. Mas a Hungria apenas escapa à falência graças a um plano desencadeado pelo FMI no valor de 20 mil milhões de euros. Os sectores da educação, saúde e dos serviços públicos foram os primeiros a sentir os efeitos da contenção. Medidas que não agradaram à população. Um húngaro diz que “os salários do sector público estão muito abaixo do normal, todos os nossos benefícios desapareceram e a nossa situação está cada vez pior.” O futuro adivinha-se difícil: “É terrível. Vamos chegar a um estado de pobreza que não conseguimos imaginar. Temo que o pior ainda esteja para vir”