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Papa termina viagem a África marcada por polémica sobre a SIDA

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Papa termina viagem a África marcada por polémica sobre a SIDA

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O Papa Bento XVI concluiu em Angola uma primeira visita ao continente africano marcada pela polémica.

Os apelos à paz e à luta contra a corrupção feitos pelo Sumo Pontífice em Luanda, dividiram atenções com a declaração feita a bordo de um avião para os Camarões, quando Joseph Ratzinger disse que o preservativo “piora o problema da SIDA” num continente onde o vírus já fez mais de vinte milhões de vítimas mortais. Uma postura que, segundo o jornalista Marco Politi, não é novidade no Vaticano: “João Paulo II tinha uma contacto mais carismático com o povo, mas no plano do dogma, da doutrina, estava na mesma linha que Bento XVI.” A polémica chegou às portas da Catedral de Notre-Dame, em Paris, onde manifestações contra e a favor da posição do Papa ficaram marcadas por algumas escaramuças. Para um militante da associação de luta contra a SIDA, Act Up, as declarações de Bento XVI são extremamente prejudiciais: “Dizer ao povo africano que o preservativo piora a SIDA é um insulto aos que sofrem com o vírus e a todos aqueles que morreram vítimas da SIDA.” Outros jovens saíram entretanto em defesa do Sumo Pontífice. “Estamos de acordo com o Papa, não pensamos que o preservativo é a solução”, diz um manifestante, enquanto outro acrescenta que “foram distribuídos preservativos por África e isso não parou a SIDA”. A Act Up exigiu uma retractação de Bento XVI e pediu à Igreja Católica francesa que denuncie publicamente as declarações do Papa.