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Sérvios lembram ataques da NATO

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Sérvios lembram ataques da NATO

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Foi na noite de 24 de Março do ano de 1999 que as primeiras bombas da Aliança Atlântica caem sobre Belgrado.

Os bombardeamentos deviam durar menos de uma semana, o tempo de trazer a Sérvia à mesa das negociações, mas acabam por prolongar-se por 78 dias. Um relatório apresentado no início deste mês pela organização não governamental internacional Cluster Munition Coalition dá conta de que mais de 90 mil sérvios enfrentam ainda hoje o perigo de morte devido a bombas que não explodiram – foi calculada a existência de uns 2500 engenhos nesse estado espalhados por várias regiões da Sérvia. O objectivo dos bombardeamentos foi atingido 11 semanas mais tarde. Na mira da Aliança Atlântica estiveram, oficialmente alvos militares, mas a ofensiva acabou por destruir a 21 de Abril as instalações da televisão sérvia e infrastruturas básicas, assim como por matar pelo menos 500 civis. Os ataques da Nato terão causado perto de 4000 mortos entre civis e militares, números ainda polémicos. Nos dois últimos dias de Abril os aviões da NATO derrubam a última das três pontes sobre o rio Danúbio, em Novi Sad, a segunda maior cidade sérvia e destrói os edifícios do estado Maior do Exército jugoslavo no centro de Belgrado. Dia sete de Maio três misseis caem por erro na Emaixada da China e matam três funcionarios, Pequim qualifica o acto como crime de guerra. No início de Junho, os enviados especiais da União Europeia e da Rússia obtem um acordo de Slobodan Milosevic e as tropas sérvios retiram-se do Kosovo e a provincia fica sob a administração das Nações Unidas. Os soldado britânicos aterram em Pristina e são acolhidos de braços abertos pela população kosovar albanesa.