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Crise checa atrapalha Tratado de Lisboa

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Crise checa atrapalha Tratado de Lisboa

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A crise governativa na República Checa veio complicar a ratificação do Tratado de Lisboa.

Um processo que, no país, nunca esteve isento de dificuldades. Os nervos chegaram a Bruxelas e, esta quarta-feira, o presidente da Comissão deixou um apelo aos dirigentes checos. Não deixem que um problema nacional afecte a Europa: “Eu queria deixar uma mensagem, para a República Checa. Gostaria de incitar todos os líderes políticos, para que não usem esta crise política, de forma que ponha em causa o Tratado de Lisboa como refém de problemas nacionais”. O vice-primeiro-ministro checo, que tutela a pasta dos Assuntos Europeus, esteve em Estrasburgo e reconheceu que a queda do seu governo, complica o processo de ratificação. O cepticismo é agora a nota dominante, como diz Elmar Brok, do Partido Popular: “Há a possibilidade de o primeiro-ministro, Topolanek, perder o controle da maioria de três quintos, necessária para o Senado checo ratificar o tratado, depois da ratificação feita já na primeira câmara. Consequentemente, há razão para algum cepticismo, em relação à constituição de uma maioria para a ratificação”. A Irlanda já impôs um primeiro chumbo ao tratado e Alemanha e Polónia ainda não concluiram o processo de ratificação. Mas a queda do Governo checo veio complicar as contas. Os socialistas europeus, pela voz de Evelyne Gebhardt, dizem que a Europa não pode continuar sujeita às vicissitudes nacionais, dos estados-membros: “Esta crise que enfrentamos, agora, mostra que temos necessidade do Tratado de Lisboa, para dar respostas verdadeiramente claras que não nos deixem à mercê de crises internas dos estados-membros, para termos uma política verdadeiramente europeia”. Para além desta crise, a República Checa tem outro problema – o presidente Vaclav Klauss que é um opositor do tratado de Lisboa.