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Nethaniau estende a mão a palestinianos para tranquilizar Washington

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Nethaniau estende a mão a palestinianos para tranquilizar Washington

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O elenco definitivo do novo governo israelita vai ser apresentado ao presidente Shimon Peres, na próxima semana.

Mas a coabitação entre a extrema-direita e os trabalhistas não se anuncia fácil, suscitando reservas junto da comunidade internacional. O primeiro-ministro designado saudou hoje a decisão dos trabalhistas de integrarem o proximo governo de coligação. Benjamin Nethaniau tentou sossegar a inquietação vinda dos Estados Unidos, ao garantir aos palestinianos que, “o próximo executivo será um parceiro nas discussões de paz, segurança e desenvolvimento económico dos territórios palestinianos”. Ontem, Nethaniau tinha conseguido convencer os trabalhistas de Ehud Barak a integrarem o governo, ao dar garantias de que os acordos de paz vão ser respeitados. O entendimento firmado entre as duas formações não faz no entanto qualquer referência ao reconhecimento da independência dos territórios palestinianos. Um ponto que divide os deputados do partido de centro-esquerda e ameaça fragilizar a maioria de apenas seis lugares no parlamento com que conta Nethaniau. Segundo a imprensa, um partido de extrema-direita – lar judeu – próximo dos colonos israelitas, poderá também integrar a coligação. Fora do governo, vão ficar os centristas do Kadima, cuja líder, Tzipi Livni, optou por se manter na oposição como uma alternativa, ao que apontou como, “um executivo concebido no pecado e preocupado apenas com a luta pelo poder”. Segundo algumas fontes, Nethaniau terá acordado com a extrema-direita a expansão de vários colonatos na Cisjordânia. Washington e a autoridade palestiniana mostram-se cépticos quanto à possibilidade de prosseguir o processo de paz com um futuro governo israelita marcado pelo regresso dos “falcões” ao poder.