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República checa volta a baralhar o "puzzle" europeu

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República checa volta a baralhar o "puzzle" europeu

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Um dia depois do governo checo ter sido alvo de uma moção de censura, o primeiro-ministro veio hoje a Estrasburgo para tranquilizar o parlamento europeu. Mirek Topolanek pretende apresentar a sua demissão amanhã, mas vai manter-se no poder pelo menos até às eleições antecipadas previstas para o Verão.

Frente aos deputados europeus, o chefe de governo, garantiu que a queda do seu executivo, “não afectará a presidência da União Europeia, atribuíndo as culpas da crise política à oposição social-democrata”. A moção de censura adoptada ontem é a quinta a visar o governo de coligação de centro-direita, fragmentado por sucessivas crises. Sociais-democratas e comunistas conseguiram ontem obter o apoio de quatro deputados independentes para que a moção fosse aprovada no parlamento. Em Praga, o presidente eurocéptico Vaclav Klaus preferiu saudar o fim da crise política interna: “Esta situação arrasta-se há vários meses e quero assegurar a população checa que será resolvida de uma vez por todas. Garanto desde já que a solução da crise não vai passar pelo derrube do actual governo”. Em Bruxelas, muitos responsáveis não poupam críticas à confusão instalada por Praga entre a presidência europeia e a política interna. Nas ruas da cidade, um habitante considera a atitude da oposição como, “irresponsável, num momento em que o nosso país preside aos 27, sociais-democratas e comunistas parecem estar interessados apenas em conquistar o poder”. Outra confessa-se, “envergonhada com a imagem dada pelo país aos restantes estados membros da União”. A situação política actual arrisca-se a abalar o calendário do primeiro semestre dos 27, mas também os esforços do governo checo para combater os efeitos da crise económica.