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Trabalhistas aprovam entrada na coligação governamental

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Trabalhistas aprovam entrada na coligação governamental

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No meio de alguma polémica interna, o partido trabalhista de Ehud Barak aprovou a entrada na coligação governamental em Israel dirigida pelo conservador Benjamin Netanyahu.

Depois do acordo entre os líderes, faltava a aprovação dos militantes trabalhistas e, apesar de quase 60% dos delegados terem votado a favor, foram várias as vozes críticas que se escutaram no final da reunião extraordinária dos trabalhistas sobre o assunto. Ehud Barak vai manter o cargo de ministro da Defesa numa coligação dominada pela direita e que contará com uma maioria de 66 deputados entre os 120 do parlamento. Para os apoiantes do acordo, a presença dos trabalhistas na coligação vai permitir trazer o governo da “direita profunda para o centro” e dá a garantia de que o processo de paz vai ter continuidade, uma das condições apresentadas por Barak para fazer parte da coligação. Os críticos denunciam uma perda de valores dos trabalhistas por terem decidido participar no mesmo executivo onde está presente a extrema-direita”. Há o risco de uma cisão entre os deputados trabalhistas que pode levar alguns a continuarem na oposição. O Likud de Netanyahu contava já com o apoio dos ultranacionalistas do Yisrael Beiteinu, liderado por Avigdor Lieberman e pelos ortodoxos do partido Shas. A entrada dos trabalhistas na coligação é vista como uma forma de evitar um confronto com a nova administração norte-americana que, pela voz do presidente Barak Obama, já fez saber que não é isso que vai tornar a paz “mais simples”.