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Obama redefine estratégia no Afeganistão

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Obama redefine estratégia no Afeganistão

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Os Estados Unidos adoptam uma nova estratégia multilateral na luta contra o terrorismo da Al-Qaida.

Barack Obama lançou hoje uma nova ofensiva no Afeganistão, baseada nas armas, mas também na diplomacia. Sete anos após a intervenção norte-americana no país, o presidente vai enviar um novo contingente de 4 mil soldados, pela primeira vez, encarregue apenas do treino das forças afegãs. Obama afirmou que, “os Estados Unidos não controlam nem ditam o futuro do Afeganistão. Nós estamos no território para fazer face a um inimigo comum que ameaça os Estados Unidos, os nossos amigos e aliados e os povos do Afeganistão e do Paquistão, já sofreram demasiado nas mãos de extremistas violentos”. “É por isso que pedi ao Congresso que aprove um decreto que vai desbloquear 1,5 mil milhões de dólares em ajudas anuais ao povo paquistanês por um período de cinco anos”. Washington vai criar um grupo de contacto para acompanhar a reconstrução afegã, formado pelos países vizinhos, como a Índia e o Paquistão, mas também pelos membros da NATO, a Rússia e mesmo o Irão. Obama sublinhou que, “o Afeganistão tem um governo eleito minado pela corrupção e sem recursos para assegurar os serviços básicos à população. A economia é dominada pelo tráfico de droga que encoraja a criminalidade e financia a guerrilha”. O plano de Obama surge num momento em que os Talibã afegãos e paquistaneses preparam uma ofensiva coordenada. Os analistas tememm no entanto que, com 60 mil soldados norte-americanos no Afeganistão, Obama possa repetir não só a retórica, como os erros de Bush no Iraque.