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Serviços secretos britânicos sob investigação

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Serviços secretos britânicos sob investigação

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Binyam Mohamed aponta o dedo acusador aos serviços secretos britânicos e a justiça iniciou uma investigação para saber até que ponto o MI5 esteve implicado em actos de tortura de prisioneiros de Gunatánamo.

Mohamed, um etíope que vivia no Reino Unido, foi detido no Paquistão, em 2002. Passou por prisões em Marrocos, Afeganistão e, nos últimos anos por Guantánamo. Diz que foi torturado com o conhecimento dos serviços secretos britânicos. A advogada dos Direitos Humanos, Clare Algar afirma: “As provas que temos mostram que havia ligações entre os serviços secretos e a CIA nesta matéria. É muito importante procurar na cadeia de comando, primeiro que tudo, quem sabia sobre os interrogatórios de Binyam e quem deu as instruções aos serviços secretos” O governo britânico sempre negou o envolvimento ou a conivência com os países onde Mohamed terá sido torturado, mas a procuradora-geral, Patrícia Scotland, considera que há matéria para investigar. O líder da oposição conservadora, David Cameron, defende que “é preciso investigar e descobrir até que ponto existem procedimentos e formas de evitar à Grã-Bretanha a cumplicidade em actos de tortura”. O escândalo surge após a libertação de Binyam Mohamed da prisão de Gunatánamo e do seu regresso a Londres. O governo britânico tinha recusado até agora tornar públicos os documentos secretos transmitidos por Washington sobre o seu processo, invocando a necessidade de preservar a troca de informações com os Estados Unidos.