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Obama estipula condições para salvar GM e Chrysler

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Obama estipula condições para salvar GM e Chrysler

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Barack Obama estipulou na Casa Branca as condições para o apoio financeiro de Washington à indústria automóvel norte-americana.

O presidente dos Estados Unidos considera que a General Motors e a Chrysler não se estão a reestruturar “com a rapidez suficiente” e admitiu a possibilidade de uma bancarrota de curto prazo sobre supervisão estatal. “Não podemos, não devemos e não deixaremos simplesmente desaparecer a nossa indústria automóvel”. “Anuncio hoje que a minha administração vao oferecer à GM e à Chrysler um período adicional para trabalhar com credores, sindicatos e outras partes interessadas para, fundamentalmente, se reestruturarem de modo a justificar o investimento adicional de dólares dos contribuintes”. “O que pedimos é difícil e exige escolhas duras por parte das companhias e concessões adicionais dos sindicatos e trabalhadores. E vai necessitar que os credores reconheçam que não podem contar com a perspectiva de pacotes de resgate intermináveis por parte do Governo”. Obama sublinhou que a sobrevivência da Chrysler é “mais difícil” do que a da GM e a empresa não poderá aguentar-se isolada. Washington deu 30 dias à Chrysler para concluir uma aliança com a italiana Fiat, com a qual obteve já um acordo provisório. Se tiver sucesso, a companhia obterá outro empréstimo de 6 mil milhões de dólares. Quanto à GM, o prazo concedido é de 60 dias, para que o fabricante automóvel melhore o plano de reestruturação, nomeadamente através de uma redução significativa de custos. O patrão da GM, Rick Wagoner, demitiu-se a pedido de Washington e a empresa deverá, nos próximos meses, substituir a maioria dos seus directivos.