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Presidente sudanês desafia TPI e participa na cimeira da Liga Árabe

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Presidente sudanês desafia TPI e participa na cimeira da Liga Árabe

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A questão sudanesa ofuscou a abertura da cimeira da Liga Árabe. O presidente sudanês, Omar al-Bachir, desafiou o Tribunal Penal Internacional (TPI)e deslocou-se a Doha, apesar do mandado internacional de captura que pesa sobre ele.

Mas a presença não impediu o secretário-geral da ONU de participar também no encontro. Ban Ki-moon aproveitou para novamente pedir ao Sudão que anule a expulsão de ONG’s. Em resposta chegou um ataque. Omar al-Bachir acusou o Conselho de Segurança da ONU de corrupção a favor dos Estados Unidos, considerando que usa dois pesos e duas medidas em relação à responsabilidade dos líderes civis e militares em todo o mundo. Também Muammar Khadaffi não passou despercebido. Mais uma vez, como a cada cimeira da Liga Árabe, o líder líbio atacou o rei da Arábia Saudita. Depois de tomar a palavra de forma abrupta e após protestos do anfitrião, o emir do Qatar, Khadaffi abandonou a sala, mas a reconciliação acabou por acontecer. Reconciliação é a palavra de ordem dos dois dias da cimeira, sobretudo, após as divisões criadas pela ofensiva israelita em Gaza, em Dezembro, e pelo conflito inter-palestiniano. Uma parte dos países árabes apoiam o Hamas, uma outra o Fatah de Mahmud Abbas. Mas o entendimento entre os 22 líderes árabes está ainda longe. Prova disso a ausência do presidente egípcio, Hosni Mubarak. Faltaram também os dirigentes de Marrocos, Argélia e Omã.