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O novo governo de Israel e o processo de paz

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O novo governo de Israel e o processo de paz

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O novo governo para Israel é um executivo heterogéneo que terá que se debruçar sobre políticas sensíveis mas que está pouco aberto à pacificação. Não é certo que esta coligação sobreviva quando fôr necessário debater este e outros dossiers delicados. O processo de paz israelo-palestiniano é, sem dúvida a questão mais delicada.

De ambos os lados espera-se que o novo governo possa trazer uma solução para o conflito de forma a que se chegue à paz. Mas as intenções do novo executivo são inquietantes. A Casa Branca e a UE já pressionaram Telavive para que respeite os acordos que foram feitos com a autoridade palestiniana e para que retome o processo de paz tendo como base uma solução que passam pela criação de um Estado palestiniano. Netanyahu recusou sempre esta premissa evocando que a “autonomia económica”, é inaceitável para os Palestinianos. Na realidade, em Israel, excepto o partido trabalhista, muitos dos partidos têm a mesma posição que o primeiro-ministro e que o seu partido, o Likud. Esta situação agrava o péssimismo dos palestinianos. Ashraf Al-Ajrami, ministro do governo palestiniano afirma: “o processo de paz vai continuar congelado e passaremos a uma fase de deterioração, especialmente porque este governo não reconhece os pilares do processo político, não reconhece a solução dos dois estados, continua a ocupar um território que não é dele. Por isso só podemos esperar mudanças negativas e um caminho de deterioração.” Ligado a esta problemática está a liberação do soldado Shalit, a sua prisão, desde que 2006, é considerada um atentado. Este é mais um dossier mediático. Resta a ameaça iraniana. Apesar da posição conciliadora de Tel Aviv, no que diz respeito às políticas relativas ao Irão, introduzidas por Obama, a verdade é que o problema gera forte tensão. A ameaça é considerada como uma realidade pela população israelita.