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Argentina de luto pela morte de Raul Alfonsin

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Argentina de luto pela morte de Raul Alfonsin

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A Argentina está de luto por Raul Alfonsin, símbolo da democracia do país. O ex-presidente faleceu aos 82 anos, vítima de pneumonia agravada pelo cancro dos pulmões. Morreu na sua casa, em Buenos Aires, onde se reuniram milhares de pessoas de forma espontânea.

Em homenagem, o país decretou três dias de luto nacional. O seu funeral terá lugar amanhã em Buenos Aires. O mundo recorda-o como o primeiro presidente argentino eleito após a sangrenta ditadura. Foi eleito em 1983 e manteve-se no poder seis anos, sobrevivendo a três golpes militares. Alfonsin gozava de um forte apoio popular, após uma longa carreira de luta contra o regime militar, que esteve no poder entre 1976 e 1983. Alfonsin chegou a ser detido três vezes. Alfonsin, membro do Partido Radical, ganharia o reconhecimento internacional ao defender o julgamento dos membros da ditadura. Pelo menos cinco foram julgados e condenados, mas a pressão militar levou Alfonsin a assinar a lei da amnistia dois anos depois. Mas os processos e o relatório do escritor Ernesto Sabato, que apoiou, permitiram revelar os crimes da ditadura. Raul Alfonsin deixou o poder em 1989, em plena crise económica, mas a sua influência manteve-se ao longo dos anos.