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Banco destruído e diversas detenções no primeiro dia de protestos anti-G20

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Banco destruído e diversas detenções no primeiro dia de protestos anti-G20

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Um protesto violento contra o sistema financeiro tomou de assalto o coração da finança britânica. Cerca de quatro mil pessoas manifestaram-se hoje na City, em Londres. O protesto degenerou em violência e na destruição de uma agência do Royal Bank Of Scotland, nacionalizado no Outono e transformado no símbolo da crise.

As forças da ordem não escaparam também aos ataques e só hoje já detiveram pelo menos 23 pessoas. O alvo principal do protesto são os banqueiros, que os manifestantes acusam de fomentar um sistema que roubou os pobres para dar aos ricos. Nos diversos cartazes podia ler-se “acendam uma fogueira e ponham os banqueiros em cima”. Um manifestante afirmava: Queremos desafiar o capitalismo. Queremos desafiar o G20. Queremos denunciar que existem outras formas de gerir o mundo, diferentes desta. O capitalismo está morto, come-se a si próprio”. O protesto foi convocado por uma coligação de dezenas de organizações, incluindo sindicais, pacifistas e ecologistas. Uma manifestante, disfarçada de sereia, explicava que está preocupada com a subida do nível do mar, as mudanças climáticas e, como sereia, com o futuro do seu habitat. O protesto na City era apenas um dos convocados para hoje em Londres. Uma outra manifestação anti-guerra juntou milhares de pessoas junto à embaixada americana, antes de desfilarem tranquilamente até Trafalgar Square. São as primeiras contestações de rua para pressionar os líderes do G20.