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O quebra-cabeças de Benjamin Netanyahu

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O quebra-cabeças de Benjamin Netanyahu

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Benjamin Netanyahu prestou juramento como primeiro-ministro de Israel, depois de ver aprovada pelo parlamento a formação do seu governo.

O executivo de coligação obteve os votos favoráveis de 69 dos 120 deputados da knesset, com o apoio do Likud, da extrema-direita, de dois partidos ultraortodoxos e dos trabalhistas. Ehud Barak viu alguns deputados trabalhistas recusarem a participação do partido neste executivo. Este é o maior governo da história do país, com trinta pastas atribuídas, resultado de uma coligação em que todos querem estar representados. Dois ministérios sensíveis – Negócios Estrangeiros e Interior – ficam nas mão de líderes da extrema direita ou ultraortodoxos, razões de sobra para inquietar os palestinianos. No discurso inaugural, o novo chefe do governo falou de negociar a paz mas não disse uma única palavra sobre a criação do estado palestiniano. Para tranquilizar Washington e a comunidade internacional, o presidente Shimon Peres afirmou já que a coligação liderada por Netanyahu se compromete a respeitar os compromissos assumidos por Israel. Uma tarefa difícil. Para além de um governo que na sua maioria é contrário à formação do estado palestiniano, Israel tem agora um chefe da diplomacia que promete acabar com os terroristas em Gaza e propõe a troca de territórios onde residem árabes israelitas por colonatos na Cisjordânia