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Obama quer "medidas coordenadas" para relançar economia mundial

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Obama quer "medidas coordenadas" para relançar economia mundial

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Barack Obama tentou hoje dissipar as divergências entre Estados Unidos e União Europeia, ao apelar à adopção de “medidas coordenadas para fazer face à crise económica”.

Na véspera do início da cimeira do G20, em Londres, Obama reuniu-se esta manhã com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. Uma oportunidade para desmentir as piores previsões em torno da cimeira. Para Obama, injectar mais dinheiro na economia, como defende Washington, não é incompatível com a revisão das regras dos mercados financeiros ambicionada pelos 27. “Estamos a tentar recuperar da crise e pôr termo aos abusos que conduziram a esta situação. Sei que cada país do G20 tem a sua forma de abordar o problema, como sublinhou Gordon Brown, e que não vamos chegar a um acordo em todos os temas. Vim a esta reunião para expor as nossas ideias mas também para ouvir e não para dar lições. Dito isto, não podemos perder esta oportunidade para fazer face a uma crise sem fronteiras. Temos a responsabilidade de coordenar os nossos esforços e de concentrarmo-nos num terreno de entendimento e não nas nossas divergências ocasionais”, afirmou Obama. Mas o efeito Obama parece não pôr termo ao debate sobre as medidas a incluir num plano global contra a crise económica. Os países do G20 arriscam-se a sentarem-se amanhã à mesa das negociações sem qualquer pré-acordo sobre o tema mais consensual do encontro, o reforço dos meios do Fundo Monetário Internacional para ajudar os mercados emergentes.