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Tempo de trabalho não avança

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Tempo de trabalho não avança

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Está num impasse, a directiva sobre o tempo de trabalho. Ao fim de mais de dez horas de negociações, representantes do Parlamento, da Comissão e dos Estados membros não chegaram a nenhum acordo sobre o texto.

A proposta inicial visava permitir enquadrar as excepções à regra das 48 horas de duração semanal do tempo de trabalho, ao permitir que os patrões renegociassem essas excepções com os trabalhadores interessados. Mas o ‘volte-face’ surgiu com o voto no Parlamento Europeu. Em Dezembro, os eurodeputados rejeitaram a proposta, por larga maioria, exigindo, pelo contrário, o fim de todas as excepções. Uma nova reunião poderá ser organizada a seguir à Páscoa, mas nenhuma das três partes parece disposta a fazer marcha atrás na posição assumida. Sem compromisso ficou também um outro ponto-chave da directiva: aquele sobre a contabilização de tempo de inactividade de certas profissões, como por exemplo, os médicos que estão de banco. O assunto provocou a manifestação dos profissionais da saúde. O Parlamento quer que esse tempo seja contabilizado como trabalho efectivo.