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G20 unido contra a crise e os paraísos fiscais

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G20 unido contra a crise e os paraísos fiscais

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Satisfação dos líderes do G20 no final de uma cimeira considerada um sucesso por todos. Depois das divisões, os responsáveis das maiores economias e países emergentes chegaram a acordo.

Biliões de dólares vão ser injectados na economia; a regulação e fiscalização do sistema financeiro vão avançar; os paraísos fiscais vão ser sancionados. Fora da declaração de Londres ficou a questão dos activos tóxicos dos bancos que continua sem solução à vista. Barack Obama emerge da cimeira como o líder de uma nova ordem mundial e fala de um “ponto de viragem” a caminho da prosperidade: “Demos grandes passos, comprometendo-nos a realizar uma reforma abrangente de um sistema de regulação que falhou. E, juntos, penso que temos de acabar com a bolha económica que rebentou e que tem estado no caminho do crescimento sustentado e que permitiu tomadas de risco excessivas que colocaram em perigo a prosperidade”. Para o presidente russo, Dimitry Medvedev, é um novo mundo o que se vislumbra e que é capaz de encontrar uma solução global para um problema de todos: “Há 25 anos era impossível imaginar que estados tão diferentes, com economias, mentalidades e tradições históricas tão diferentes, pudessem sentar-se à mesa e chegar a um acordo, perante uma situação tão difícil como a que vivemos actualmente”. Paralelamente abriu a caça aos paraísos fiscais. A OCDE publicou uma lista negra dos países que não cooperam e uma lista cinzenta dos que já se comprometeram a mudar, mas que ainda não respeitam os padrões internacionais. A Suíça, a Bélgica e a Áustria fazem parte dessa nova lista onde já estava o Liechtenstein que, segundo um embaixador seu, não teme perder clientes nos bancos. Até porque é do interesse de todos que a situação seja regularizada. Nesta lista cinzenta de paraísos fiscais que se comprometeram a colaborar, estão Macau e Hong Kong, para além do Mónaco ou de Andorra. Da lista negra fazem parte a Costa Rica, as Filipinas, a Malásia e o Uruguai.