Última hora

Última hora

Obama quer cooperação entre a Nato e a Rússia

Em leitura:

Obama quer cooperação entre a Nato e a Rússia

Tamanho do texto Aa Aa

Longe vão os tempos em que Rússia e Nato cooperavam nas manobras de estabilização do Kosovo. As relações entre a Aliança Atlântica e Moscovo foram-se degradando, como o 11 de Setembro, as guerras no Afeganistão e no Iraque e, mais recentemente, as intenções norte-americanas de instalar um escudo anti-míssil na Europa.

A nova administração norte-americana tenciona agora começar tudo de novo. O novo presidente, Barack Obama afirmou, na véspera da cimeira, que há que melhorar as relações com Moscovo: “Creio que é importante, para os aliados da Nato, cooperar com a Rússia, e reconhecer que ambos temos interesses legítimos. Nalguns casos, os interesses são comuns, mas também temos alguns desacordos.” Entre os desacordos estão exactamente os eventuais alargamentos da Nato. Obama defende o direito da Aliança Atlântica a integrar novos membros. Uma integração que Moscovo considera uma ameaça, sobretudo tratando-se de antigas repúblicas soviéticas, como a Geórgia ou a Ucrânia. O analista Greg Austin, do EastWest Institute, explica: “A Rússia disse que se oporá por todos os meios à entrada da Ucrânia na Nato. Este é um assunto muito importante, para a Rússia. O que esta em discussão é a forma de garantir a segurança em todos estes países – Rússia, Ucrânia e membros da Nato -, através de novos acordos, que garantam, simultaneamente, segurança física e prosperidade económica.” A relação da Rússia com a Geórgia é ainda mais fria – sobretudo depois da intervenção militar de Moscovo. O presidente russo afirmou, esta quinta-feira, está disposto a discutir com o futuro presidente georgiano, mas não com Mikhail Saakashviili.