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Optimismo prudente em torno das medidas do G20

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Optimismo prudente em torno das medidas do G20

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Londres acordou com a ressaca da cimeira do G20. Uma reunião que juntou os líderes dos sete países mais industrializados do mundo e das economias emergentes.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou o início de “uma nova era” com o acordo sobre um programa global de 1,1 biliões de dólares para restaurar o crescimento económico, o comércio e o emprego à escala mundial. Para o ministro das Finanças alemão, Peer Steinbruck, “quando se compara a situação de ontem com o início de 2007, meio ano antes do início da crise, conclui-se que foram feitos muitos progressos.” Os chefes da pasta das Finanças da União Europeia, reunidos esta sexta-feira em Praga, saudaram as medidas anunciadas pelos líderes do G20, que consideram poder restaurar a confiança nos mercados. Mas nem todos os pontos agradaram aos membros da União Europeia. O primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker, referiu em conferência de imprensa que ao ver as listas relativas aos paraísos fiscais e constatou, como os seus colegas austríacos e belgas, que os seus países constam dessas listas. “Elas descrevem o que já foi feito e o que estamos a fazer, mas que ainda não pudemos aplicar”, conclui. De facto, a cimeira do G20 marca o início da maior guerra de sempre contra os paraísos fiscais. Mas nem tudo é perfeito sobre este ponto. Apesar dos acordos já assinados, países como o Luxemburgo, a Suíça ou o Liechtestein integram as listas da OCDE, o que não acontece com Hong Kong ou Macau devido às pressões da China. Nem tudo foi perfeito, mas o mundo económico-financeiro congratula-se com as medidas anunciadas. Um corretor da bolsa de Frankfurt acrescenta, no entanto, que as medidas não são suficientes. “Os mercados são impulsionados por um sentimento de optimismo, mas a recessão não deverá estar terminada no final do ano. Por isso são precisas outras medidas.” Na conferência de imprensa final, Gordon Brown anunciou que os líderes do G20 deverão reunir-se de novo ainda este ano para analisarem a aplicação das medidas acordadas na cimeira.