Última hora

Última hora

Guantánamo: Vinte e Sete não sabem o que responder a Obama

Em leitura:

Guantánamo: Vinte e Sete não sabem o que responder a Obama

Tamanho do texto Aa Aa

Encontrar uma resposta comum a dar aos norte-americanos sobre os prisioneiros de Guantánamo não é uma tarefa fácil para os ministros da Justiça e Interior da União Europeia.

Os Estados membros estão divididos. Países como Portugal, Espanha ou França já se afirmaram disponíveis para acolher antigos detidos de Guantánamo no seu solo. Outros estão indecisos e outros ainda recusam ouvir falar no assunto. O comissário para a Justiça, Jacques Barrot, tranquiliza: “A responsabilidade de acolher ou não antigos prisioneiros de Guantánamo depende, evidentemente, de cada Estado membro, que é livre de dizer sim ou não.” Para os que disserem sim, os ministros tentam definir um conjunto de regras comuns a aplicar e estabelecer o estatuto dos antigos prisioneiros – refugiados; requerentes de asilo ou residentes temporários… A administração norte-americana solicitou oficialmente a ajuda da União mas não referiu o número de detidos que quer enviar para a Europa. Susi Dennison, da Amnistia Internacional, dá algumas indicações: “As pessoas de que estamos a falar, aqui de Guantánamo, são 60 pessoas sobre as quais não há culpas formadas, que nunca foram julgadas pelo que supostamente teriam feito, e a muitas delas, o governo norte-americano disse, há muitos anos, que deviam ter sido libertadas. Os Estados membros têm a obrigação moral, digamos, de fazerem os possíveis para pôr fim a esta situação e encontrarem uma alternativa para que estas pessoas possam recomeçar uma nova vida.” Mas as informações da Amnistia Internacional não chegam. Certos países criticam os Estados Unidos pela ausência de dados detalhados. A Áustria, por exemplo, pergunta-se: “Estas pessoas são requerentes de asilo ou prisioneiros de guerra?” Barack Obama tenciona encerrar a prisão de Guantánamo até ao início do próximo ano.