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Itália: uma história de abalos sísmicos

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Itália: uma história de abalos sísmicos

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Em 1968 um tremor de terra sacode o Oeste da Sicília. Desde o abalo a zona histórica de Salemi ficou deserta. Tão vazia que, no ano passado, se vendiam casas a um preço simbólico.

Os fenómenos vulcânicos e a situação geográfica de Itália, que se estende sobre placas tectónicas, provocam os sismos. Em 1905 um abalo de 7.9 na escala de Richter faz 5000 mortos na Calábria. Três anos depois acontece um dos mais violentos terramotos em Itália, no estreito de Messina, no sul do país. Morrem quase 95 000 pessoas em Messina e Reggio Calabria. Em 1915 na região de Bruzzes, o número de mortes é menor mas ascende a mais de 30 000, num sismo de magnitude 7. Quinze anos volvidos, a catástrofe atinge a região de Irpinia, no sudeste do país. Um terramoto de 6.5 mata cerca de mil e quatrocentas pessoas. Mas os Balcãs e os Alpes fazem também parte do sistema sismico que contorna o Mediterrâneo e nem o norte de Itália escapa. Um terramoto de 6,5 graus atinge Friuli, na costa nordeste italiana. O abalo mata 976 pessoas e deixa 70 000 sem casa. Num terramoto de igual magnitude morrem, em 1980, mais de duas mil e setecentas pessoas e sete mil e quinhentas ficam feridas. O epicentro é em Éboli, mas os danos acontecem perto de Nápoles na Campânia. A 26 de Setembro e 3 de Outubro de 1997 acontecem mais dois terramotos que atingem a Úmbria e Marches. Felizmente morrem apenas 12 pessoas. O terramoto devasta inúmeras vilas e destrói edifícios históricos, entre eles a basílica de São Francisco de Assis, onde 4 pessoas perdem a vida. Em 2002, 30 pessoas morrem e sessenta ficam feridas na cidade de San Giuliano di Puglia na sequência de mais um violento tremor de terra. 27 crianças e os seus professores são encontrados mortos no interior de uma escola. Este lugar não estava classificado como zona de risco.