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Situação dramática em Aquila

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Situação dramática em Aquila

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É o pior sismo em mais de uma década em Itália. Eram 3h30 da manhã quando a terra tremeu em Aquila, cidade com cerca de 70 mil habitantes, e aldeias vizinhas.

O epicentro situou-se a escassos cinco quilómetros da superfície, danificando total ou parcialmente dezenas de milhares de edifícios, incluindo monumentos históricos que datam da idade média, mas também recentes. Entre eles, um condomínio de cinco andares, onde as autoridades temem que estejam enterradas famílias inteiras. Calcula-se que existam centenas de feridos, mas não há números oficiais. Um forte fluxo de pessoas deslocava-se esta manhã para o hospital de Aquila, mas o próprio estabelecimento está danificado, sem água corrente, e a situação degrada-se a cada hora que passa. Na cidade há apenas um bloco operatório em funcionamento e os médicos são obrigados a prestar socorro em plena rua. Os acessos à região de Aquila são difíceis e os socorros são poucos. A caminho da região estão várias equipas de protecção civil de outras zonas de Itália. Roma já recusou ajuda estrangeira. O sismo foi sentido em todo o centro de Itália, trazendo milhares de pessoas para as ruas. As réplicas que continuam a fazer-se sentir não ajudam nem a acalmar a população nem operações das equipas de socorro, que vêem desmoronar-se mais prédios. Os habitantes estão acampados nas ruas, praças e parques de estacionamento. Os feridos mais graves são transferidos de helicóptero para outras regiões.