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Contestação violenta contra o resultado das legislativas moldavas

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Contestação violenta contra o resultado das legislativas moldavas

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Na Moldávia, as manifestações contra o resultado das legislativas tomaram um rumo violento esta terça-feira e as autoridades temem que hoje se repita o cenário.

Milhares de apoiantes da oposição, na maioria jovens, tomaram de assalto e saquearam o Parlamento em Chisinau e o palácio da presidência. Segundo a televisão moldava, uma jovem morreu asfixiada com o fumo de um dos incêndios registados na Assembleia. Os incidentes provocaram ainda uma centena de feridos. Expulsadas horas antes pelos manifestantes, as forças de segurança conseguiram durante a noite retomar o controlo dos edifícios oficiais, abandonados pela maioria dos participantes no motim. As piores cenas de violência das últimas décadas ameaçam complicar os esforços para resolver a questão dos desejos separatistas da região russófona da Transnistria. O presidente moldavo acusou a oposição de querer tomar o poder pela força na capital. O presidente da Câmara de Chisinau, líder do opositor Partido Liberal, disse que “é preciso manter a neutralidade e não acusar ninguém de organizar um golpe de Estado”. Dorin Chirtoaca distanciou-se da violência, tal como os restantes líderes da oposição, mas defendeu o direito da população de protestar contra resultados eleitorais classificados pelos opositores como “fraudulentos”. O Partido Comunista venceu as legislativas de domingo com cerca de 50 por cento dos votos, garantindo o controlo do Parlamento. Desde então a capital tem sido palco de manifestações exigindo a recontagem dos votos e a repetição do escrutínio, que acabaram por degenerar esta terça-feira. Para hoje, estão convocados novos protestos em Chisinau.