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Ecologistas e operários agitam AG da Daimler

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Ecologistas e operários agitam AG da Daimler

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A Daimler teve uma assembleia-geral agitada, esta quarta-feira em Berlim, com manifestações à porta e dentro do próprio recinto onde se reuniram os accionistas da casa-mãe da Mercedes.

Um grupo de ecologistas, também accionistas da empresa, pede carros mais verdes e menos poluentes. Para isso, aponta uma solução: “Os carros que a Daimler fabrica não são bons. É preciso comprar a Opel, para fazer carros mais pequenos”, diz Erich Krohn, pequeno accionista. Os operários juntaram-se aos protestos, mas o cavalo de batalha é outro: a luta contra a política de reduzir a produção e baixar os salários. Diz Michael Clauss, representante do pessoal: “os donos da empresa é que têm de pagar pela crise. Queremos uma repartição mais justa dos salários e do trabalho. Defendo uma redução do tempo de trabalho, mas sem uma redução dos salários”. O presidente do grupo, Dieter Zetsche, foi o mais visado pelos protestos. O discurso foi várias vezes interrompido e só com alguma dificuldade conseguiu dizer alguma coisa. A Daimler publicou, também esta quarta-feira, as perspectivas para os próximos tempos, que não são nada favoráveis. O grupo prevê uma quebra das receitas em todas as filiais e disse ainda que não pode prever quando é que a indústria automóvel, um dos sectores mais afectados pela crise, vai começar a recuperar.