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Participação é grande incógnita das eleições presidenciais na Argélia

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Participação é grande incógnita das eleições presidenciais na Argélia

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Quase 21 milhões de eleitores vão amanhã às urnas na Argélia e mais um milhão no estrangeiro. Ninguém parece ter dúvidas sobre a vitória do actual presidente, Abdelaziz Bouteflika. A grande incógnita será a taxa de participação.

Bouteflika concorre a um terceiro mandato depois da constituição ter sido modificada em Novembro. Espera obter uma maioria esmagadora, que lhe permitiria uma legitimidade incontestável. Uma apoiante afirma: “O presidente fez tudo, estabilizou o país, acabou com o terrorismo. Graças a Deus, agora está tudo bem. As pessoas que dizem que Bouteflika não fez nada são pessoas que destroem o país”. O escrutínio será boicotado pela Frente das Forças Socialistas e a União para a Cultura e democracia, fortemente implantados na Cabília. A taxa de abstenção ameaça ser elevada, sobretudo, entre os jovens, principais vítimas da crise económica e os mais descontentes com os políticos. Brahimi Ayman, 25 anos, diz que não vai votar, porque não tem razões para o fazer, não tem emprego, se tivesse iria votar. Para além de Bouteflika há outros cinco candidatos, entre eles, Louisa Hanoune, líder do Partido Trabalhista, a única mulher na corrida. Em 2004, recebeu apenas 1% dos votos. A oposição queixa-se da desigualdade de meios. Os argelinos falam da ausência de candidatos de peso e com um programa claro para fazer face a Bouteflika e aos problemas do país, a começar pela economia.