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L'Aquila marcada pela dimensão da tragédia

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L'Aquila marcada pela dimensão da tragédia

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L’Aquila é a imagem da destruição. As ruas da cidade medieval de 68 mil habitantes estão semeadas de escombros. O centro histórico foi completamente devastado pelo sismo da madrugada de segunda-feira.

As autoridades italianas estimam que 28 mil residentes de L’Aquila e das localidades vizinhas perderam as suas casas na catástrofe. O Governo calcula em pelo menos três mil milhões de euros o custo da reparação dos edifícios e património histórico da região. O primeiro-ministro italiano visitou pela terceira vez a zona afectada. Silvio Berlusconi disse que “30 por cento das pessoas desalojadas encontraram abrigo com familiares e amigos. Dez das 17 mil disponibilidades de alojamento em hotéis já estão ocupadas e em breve também o estarão as outras sete mil. Depois será preciso encontrar outros locais”. Outras 17 mil pessoas encontraram abrigo nas cerca de três mil tendas, dispostas nomeadamente nos estádios da região. Face à situação desesperada, há quem explique que “após três noites passadas dentro do carro, agora pelo menos tem uma tenda”. Esta mulher acrescenta que o que mais a preocupa “são as crianças”. Outra vítima do sismo explica que tem sobretudo “receio pelo futuro”. O impacto sobre a vida local será pesado, não só a nível humano, como para o turismo, agricultura e pequenas empresas familiares que fazem viver a região.