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Moldávia acusa Roménia de estar por trás de violência em Chisinau

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Moldávia acusa Roménia de estar por trás de violência em Chisinau

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Depois da violência, a contestação contra as legislativas na Moldávia transforma-se em crise diplomática com a Roménia, no mesmo dia em que são conhecidos os resultados definitivos.

Milhares de pessoas voltaram a pedir em Chisinau a repetição do escrutínio, que consolidou o controlo dos comunistas sobre o país. Apoiado pela Rússia, o presidente moldavo acusou Bucareste de estar por trás da violência registada na terça-feira na capital. O governo romeno apressou-se a reagir. O primeiro-ministro Emil Boc considera que “as acusações moldavas são uma provocação contra o Estado romeno, o que é inaceitável”. Chisinau ordenou a expulsão do embaixador romeno, chamou o representante em Bucareste para “consultas” e aprovou a introdução de um sistema de vistos para os cidadãos romenos. A comissão eleitoral moldava publicou esta quarta-feira os resultados definitivos do escrutínio de domingo, que deixam os comunistas a um assento de controlar o Parlamento e garantir automaticamente a eleição do sucessor de Vladimir Voronine. O presidente moldavo ameaçou com a força os manifestantes, depois do assalto de terça-feira contra a presidência e a Assembleia e as autoridades abriram uma investigação por “tentativa de golpe de Estado e usurpação do poder”. Esta noite registaram-se ainda pequenos confrontos junto à sede do Governo.