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Resignação entre argelinos que se preparam para reconduzir Buteflika

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Resignação entre argelinos que se preparam para reconduzir Buteflika

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Um clima de resignação marca as presidenciais desta quinta-feira na Argélia onde, face à previsível vitória esmagadora do chefe de Estado Abdelaziz Buteflika, a grande incógnita é a taxa de participação.

Buteflika espera conquistar um terceiro mandato, depois de em Novembro o Parlamento ter modificado a Constituição para que o presidente possa dar continuidade aos 10 anos no poder. A oposição denuncia a eternizarão no cargo. Nas ruas de Argel é evidente uma apatia face a um escrutínio que não deverá trazer grandes mudanças. Este homem diz que não vai votar, porque não está contente com a situação actual. Várias formações da oposição apelaram ao boicote, o que levou o campo de Buteflika a multiplicar os apelos ao voto. Presente na política desde a independência, em 1962, o presidente continua a ter apoiantes, como este residente de Argel, que diz conhecer Buteflika desde os 14 anos. São sobretudo os mais velhos que apoiam o presidente, como esta mulher, que diz que o chefe de Estado “trouxe paz ao país”. Entre as gerações mais jovens, fortemente afectadas por um desemprego endémico, é visível o descontentamento. Este homem afirma que “nada vai mudar, a eleição é apenas para tentar mostrar que está tudo bem na Argélia”. E é por isso, diz que “não vai votar”, escolhendo “boicotar” o escrutínio. A votação levou à mobilização de fortes medidas de segurança, sobretudo na conflituosa região de Cabília, e face ao receio de atentados orquestrados pelo braço da Al-Qaida no Magrebe.