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Presidente georgiano resiste a vaga de protestos da oposição

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Presidente georgiano resiste a vaga de protestos da oposição

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A oposição georgiana começa a perder terreno no braço-de-ferro contra Mikhail Saakashvilli. O presidente recusou-se ontem a ceder ao ultimato de 24 horas para abandonar o cargo.

Vinte mil pessoas manifestaram-se durante a noite em Tbilissi, bloqueando as principais artérias da cidade junto ao parlamento e à sede da televisão pública, prometendo uma campanha pacífica de desobediência civil. Uma manifestante afirma que só voltará a casa quando, “as exigências da oposição forem satisfeitas pelo presidente”. Mas, ao segundo dia de protestos, a participação nas manifestações caiu para mais de metade. Saakashvilli afirmou-se disposto a receber os líderes da oposição que contestam a ruptura das relações com Moscovo após o conflito militar nas regiões separatistas do país, assim como a política social e económica do governo. Os responsáveis negaram ontem pretenderem levar a cabo uma contra-revolução das rosas, cinco anos após a chegada ao poder de Saakachvilli. Face a uma oposição desunida, o presidente garantiu que pretende manter-se no poder até ao final do mandato, em 2013. A vaga de protestos contra as reformas democráticas na Geórgia, coincide com manifestações similares noutras ex-repúblicas soviéticas como a Moldávia e a Ucrânia.