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Shinawatra apela a revolução popular na Tailândia


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Shinawatra apela a revolução popular na Tailândia

Milhares de manifestantes anti-governamentais continuaram as acções de protesto este domingo apesar da presença do exército nas ruas de Banguecoque.

Depois de no sábado terem forçado a anulação da cimeira asiática de Pattaya, os camisas vermelhas, apoiantes do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra deposto em 2006, tomaram hoje de assalto e a desmantelaram partes de alguns blindados. Os tanques foram enviados para proteger os acessos ao palácio real na capital tailandesa na sequência da invasão do ministério do interior por parte do movimento anti-governamental. Uma multidão em fúria destruiu o carro do primeiro ministro quendo o veículo se preparava para abandonar o edifício. Aphisit Wei-Cha-Chi-Wa decretou o estado de emergência em Banguecoque e outras cinco províncias vizinhas e ameaça responder de forma mais firme ao número crescente de opositores nas ruas da cidade. Até ao momento os incidentes causaram apenas alguns feridos ligeiros. Com o caír da noite os ânimos foram acalmando mas os manifestantes prometem continuar a campanha para derrubar o Governo. Entretanto, o antigo primeiro-ministro Shinawatra já fez saber a partir do exílio que está disposto a voltar ao país para liderar uma eventual revolta e apelou a uma revolução popular. A tailândia foi palco de 18 golpes de estado desde 1932 e a actual atmosfera levanta fortes probabilidades de o país vir a sofrer mais um.

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