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Berlusconi promete realojamento rápido dos sinistrados do terramoto

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Berlusconi promete realojamento rápido dos sinistrados do terramoto

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O governo italiano tenta resistir à polémica sobre a responsabilidade das empresas de construção na tragédia em L’Aquila.

Sete dias após o violento terramoto que abalou a região, as réplicas do sismo continuam a impedir os habitantes de regressarem a casa, atrasando os trabalhos de reconstrução. Cem engenheiros do corpo de bombeiros chegaram ontem à cidade para avaliar os danos causados a mais de 80 mil casas. Oito peritos enviados por vários países da União Europeia, entre os quais Portugal, vão participar nas tarefas de avaliação da estabilidade dos edifícios. Um engenheiro italiano garante que, à semelhança de uma escola em Paganica, “todos os edifícios que não foram danificados até agora, não representam qualquer perigo de derrocada”. Uma declaração que está longe de sossegar os habitantes, quando a imprensa italiana acusa os empreiteiros locais de terem falsificado os materiais de construção, sem respeitar as normas anti-sísmicas. O primeiro-ministro Silvio Berlusconi garantiu por seu lado o realojamento das dezenas de milhar de refugiados, provisioriamente instalados em tendas em 60 campos nos arredores da cidade. O saldo de vítimas atingiu ontem os 294 mortos, depois do falecimento de um dos 150 feridos hospitalizados em estado grave. Mais de 40 mil desalojados aguardam ainda a ajuda do governo para retomar uma vida normal. Roma quer criar um imposto de 0,5% sobre as declarações de IRS, para recolher fundos destinados aos refugiados.