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Bruxelas em guerra contra os abusos electrónicos

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Bruxelas em guerra contra os abusos electrónicos

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A privacidade electrónica tornou-se o novo cavalo de batalha da Comissão Europeia. E Bruxelas dispara em todas as frentes: das redes sociais aos chips RFID, passando pela publicidade comportamental.

Bruxelas lançou um processo contra o Reino Unido, onde está a ser testada a tecnologia Phorm, que permite direccionar a publicidade em função dos sites visitados pelos internautas. Na sua página pessoal, a comissária para a Sociedade de Informação, Viviane Reding publicou um vídeo no qual interpela os cibernautas: “Quer que a internet se torne uma selva? É o que pode acontecer se não controlar a utilização dos seus dados pessoais em linha”. Em pleno boom das redes sociais online, dos blogs e do microblogging, Bruxelas estima que é preciso rever a directiva, de 1995, sobre a protecção dos dados, já ultrapassada pelos desenvolvimentos tecnológicos, como refere Martin Selmayr, porta-voz da Comissão: “Estamos a pensar, por exemplo, nos identificadores de rádio frequência, os RFID, também conhecidos como ‘smart chips’ ou mesmo ‘spy chips’, que podem se implementados em praticamente qualquer objecto quotidiano.” Os RFID encontram-se em objectos do mundo real, como os passes sociais, tipo Lisboa Viva, mas não só. Podem ser inseridos em diferentes produtos e os cidadãos nem sempre o sabem. Bruxelas quer pôr um ponto final na utilização abusiva desta tecnologia: nenhum cidadão deve transportar um chip de identificação sem saber para que é que ele serve, e sem poder retirá-lo ou desligá-lo quando o desejem.