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Estado de emergência gerou onda de violência na Tailândia

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Estado de emergência gerou onda de violência na Tailândia

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Há três semanas que os apoiantes do ex-primeiro-ministro exilado Thanksin Shinawatra, apelidados de camisas vermelhas, reclamavam eleições antecipadas.

A tensão entre contestatários e forças de segurança aumentou de tom no domingo, quando o governo tailandês decretou o estado de emergência em Banguecoque e arredores da capital. O anúncio feito pelo primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva seguiu-se às manifestações que forçaram o cancelamento da Cimeira da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), em Pattaya. Entretanto, a polícia tailandesa deteve três homens suspeitos de estarem a preparar um ataque contra um banco da capital tailandesa. Os activistas reagiram com violência à declaração do estado de emergência em seis províncias do país e nem os carros blindados conseguiram parar os milhares de “camisas vermelhas” que chegaram a apoderar-se de armas de fogo. Só nas últimas 48 horas os confrontos entre manifestantes e forças de segurança provocaram dois mortos e pelo menos 113 feridos. Na segunda-feira, os confrontos provocaram dois mortos e mais de 100 feridos, tendo os manifestantes erguido barricadas e lançado cocktails molotov e pedras contra os militares, enquanto estes disparavam tiros e usavam gás lacrimogéneo e canhões de água. Os apoiantes da oposição queimaram ainda autocarros e incendiaram um edifício do ministério da Educação da Tailândia.