Última hora

Última hora

Um ano para salvar a Hungria da crise

Em leitura:

Um ano para salvar a Hungria da crise

Tamanho do texto Aa Aa

A Hungria tem um primeiro-ministro de crise. O executivo de Gordon Bajnai foi aprovado esta terça-feira pelo parlamento de Budapeste com os votos favoráveis dos socialistas e dos liberais. O principal partido da oposição, o Fidesz, boicotou o escrutínio.

Gordon Bajnai sucede ao socialista Ferenc Gyurcsany que apresentou a demissão a 21 de Março depois de ver chumbado o seu programa de reformas. A Hungria foi duramente afectada pela crise internacional e a economia ainda não entrou em colapso devido a uma injecção de 20 mil milhões de euros promovida por várias instâncias internacionais como o FMI e a União Europeia. Este antigo empresário de 41 anos tem uma difícil missão. Durante a investidura Gordon Bajnai afirmou não ter ambições políticas e não se recandidatar ao cargo dentro de um ano, no final da legislatura. Para o novo primeiro-ministro húngaro, “a crise não tem ideologia e o florim [a moeda nacional] não tem partido.” Mas se as vozes da oposição se calaram no interior do hemiciclo, no exterior fizeram-se ouvir bem alto. Reconfortada pelas sondagens, a oposição há muito que reclama eleições antecipadas. Muitos consideram a investidura de Bajnai como uma jogada dos socialistas para se manterem no poder.