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Governo belga recusa ceder face às greves de fome de imigrantes ilegais

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Governo belga recusa ceder face às greves de fome de imigrantes ilegais

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Intenso braço-de-ferro entre o governo belga e imigrantes ilegais em greve de fome. O executivo recusa ceder, temendo abrir precedentes e incentivar mais protestos.

Um deles dura há 59 dias, no parque de estacionamento da Universidade flamenga de Bruxelas. São uma centena de imigrantes ilegais, oriundos de uma dezena de países, cujo estado de saúde preocupa os médicos. Um dos grevistas foi hospitalizado em estado grave há dois dias. A médica Rita Vanobberghem explica que “as pessoas quase não se mexem, estão deitadas, cansadas, têm dores no corpo todo, dores de cabeça, vertigens. Todos se queixam de alguma coisa e, a cada dia que passa, é cada vez mais grave”. No total, há cerca de 600 pessoas em greve da fome em vários locais do país. O mais recente começou há três dias numa igreja de Forez. Este grupo é a segunda vez que faz greve da fome. No ano passado, conseguiram permissão de residência de três meses, mas expirou no início do ano. A própria coligação governamental não se entende sobre a imigração. Os partidos francófonos pedem medidas de regularização claras, enquanto os flamengos temem a reacção do eleitorado a semanas das eleições europeias.