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Lei de direito familiar divide xiitas afegãos

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Lei de direito familiar divide xiitas afegãos

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Centenas de mulheres afegãs manifestaram-se nas ruas de Cabul esta quarta-feira sobre um projecto de lei que está adividir opiniões.

O diploma estabelece linhas gerais do direito familiar no seio das famílias da minoria xiita, que se rege por regras diferentes das seguidas pela maioria Sunita. Uma estudante universitária que pertence ao grupo de contestatáriasa afirmou que “não importa a que religião pertencemos, ou que facção seguimos, estamos todas contra esta lei. Queremos reforma-la, queremos uma reavaliação e uma mudança”, concluiu. A lei é condenada pelos afegãos pro-ocidentais e vista por alguns deputados como uma legalização da violação no casamento. Uma centena de homens manifestou-se a favor das novas regras que também têm um grupo de defensoras. “Todos nós concordámos e lemos a proposta xiita. Nós apoiamos e aceitamos esta lei. Rejeitamos qualquer discordância ou crítica em relação a esta lei”, declarou uma manifestante. Um dos pontos da discórdia é um artigo segundo o qual as esposas são obrigadas a satisfazer os desejos sexuais dos maridos, pelo menos um avez a cada quatro dias. Um ponto prontamente rejeitado por um líder xiita que afirmou que o texto terá sido mal traduzido. A nova lei, que ainda não foi promulgada, também estabelece que a mulher não terá direito a herdar quaisquer bens em caso de morte do marido.