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UBS perde 1,3 mil milhões de euros e suprime 8700 postos de trabalho

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UBS perde 1,3 mil milhões de euros e suprime 8700 postos de trabalho

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O futuro da União dos Bancos Suíços (UBS) é incerto e a assembleia-geral do número um da banca suíça, que decorreu esta quarta-feira, em Zurique, não escapou aos protestos de alguns trabalhadores.

O UBS anunciou perdas de 1,3 mil milhões de euros no primeiro trimestre e a supressão de 8700 postos de trabalho até 2010. No mesmo período do ano passado, o banco perdeu 17,4 mil milhões de euros. Perante os accionistas o novo presidente executivo, Oswald Gruber, falou em “determinação e disciplina” para sair da crise, acrescentado que “o caminho para o sucesso vai ser longo” e que “uma melhoria a curta prazo dos desempenhos da instituição não é possível.” Em comunicado, o UBS refere que as desvalorizações de activos de perto de 2,5 mil milhões euros tiveram um impacto significativo nas actividades dos três primeiros meses do ano. Denise Chervet, da associação dos empregados do sector da banca, saúda os importantes esforços da instituição financeira “para reduzir custos, nomeadamente ao nível da direcção, através da supressão de certos privilégios obsoletos no contexto de crise que se vive actualmente” e acrescenta que estes esforços são positivos para que haja menos reduções de empregos. Os processos judiciais nos Estados Unidos, com o UBS a ser acusado de ter ajudado contribuintes norte-americanos a defraudar o fisco, criaram uma má imagem da instituição e por conseguinte influenciaram também os resultados do primeiro trimestre.