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Campanha liberal começa com a reiteração da economia de mercado

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Campanha liberal começa com a reiteração da economia de mercado

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A defesa da economia de mercado e a promoção dos direitos cívicos estão no centro do programa dos Liberais europeus. Foi em Bruxelas que lançaram a campanha eleitoral, para as eleições europeias de Junho. E recusam as críticas de quem os acusa de ser, em parte, responsáveis pela actual crise. “Os liberais contribuíram para uma grande partes da legislação europeia, tentando – como sempre o fizeram, também, os comissários liberais – encontrar o equilíbrio certo entre eficácia, eficiência, transparência, valores e pragmatismo”, defende-se Annemie Neyts, a presidente do Partido Democrata Liberal Europeu.

O lançamento da campanha eleitoral reuniu líderes políticos, comissários europeus e outros políticos menos mediáticos. O federalismo europeu ocupa uma parte da campanha, de uma formação política que põe as liberdades pessoais acima de tudo. “Esta é, cada vez mais, a Europa dos Estados nacionais”, lamenta o eurodeputado italiano Marco Cappato, que acrescenta: “Mas nós acreditamos na pátria europeia, no projecto político no qual contam, sobretudo, os direitos da pessoa, os direitos individuais da democracia e da liberdade.” Actual terceiro maior grupo do hemiciclo de Estrasburgo, os Liberais gostariam de ter novamente a presidência do Parlamento Europeu, como já aconteceu durante a legislatura entre 1999-2004. E para tal esperam contar com o apoio do PPE, com quem partilham uma certa visão do mundo. “Uma grande parte do Partido Popular Europeu reconhece que a economia de mercado é, apesar de tudo, a melhor e a mais rápida ferramenta para tirar as pessoas da pobreza”, refere Graham Watson, líder da bancada Liberal no Parlamento Europeu, que remata: “Algo que a esquerda não reconhece – ou não quer reconhecer.” Uma aliança com a esquerda está, pois, evidentemente, posta de lado, para os Liberais.