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Chechénia regressa oficialmente à normalidade

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Chechénia regressa oficialmente à normalidade

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A Rússia declarou oficialmente o fim da operação anti-terrorista na Chechénia. O regime de excepção que vigorava na república do Cáucaso termina ao fim de dez anos.

A vida no território mudou bastante desde a intervenção das forças especiais russas que pôs termo à independência de facto que se vivia em 1999. O presidente da Câmara Baixa do parlamento russo, Boris Gryzlov, explica que “esta decisão tem em consideração a melhoria substancial da situação na Chechénia” e aponta “a reconstrução da capital e de outras cidades”. Gryzlov refere que “Grozny até se está a tornar um destino turístico.” O poder de Moscovo na antiga república independentista é actualmente incarnado pelo presidente Razman Kadyrov, de 32 anos. Filho de um antigo presidente assassinado há cinco anos, este ex-rebelde juntou-se ao campo russo em 1999 e desde então foi apoiado pelo Kremlin. Em Março o presidente russo Demitry Medvedev considerou que a situação na Chechénia se tinha tornado estável e que a vida se normalizava. Mas o caminho foi longo. Em 1994 rebentou a primeira guerra da Chechénia, da qual os independentistas sairiam vitoriosos dois anos depois. Só que em 1999, e já com Vladimir Putin na chefia do executivo, uma vaga de atentados em Moscovo atribuída aos rebeldes provocou a reacção do Kremlin. Vladimir Putin ordenou a operação militar anti-terrorista que agora foi dada como terminada. No total das duas guerras, estima-se que tenham morrido cerca de cem mil chechenos, ou seja, dez por cento da população.