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Madrid não vai julgar conselheiros de Bush responsáveis pela criação de Guantánamo

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Madrid não vai julgar conselheiros de Bush responsáveis pela criação de Guantánamo

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A justiça espanhola não pode dar prosseguimento à queixa apresentada contra os conselheiros da administração Bush responsáveis pela criação da prisão e do sistema judicial de Guantánamo.

Quem o diz é o procurador-geral espanhol, Candido Conde Pumpido, que justifica a decisão com o facto de a queixa não visar os autores materiais dos actos de tortura denunciados na queixa. Em conferência de imprensa, Conde Pumpido, alertou para os riscos de instrumentalização da justiça espanhola ao referir que “o critério da Procuradoria-Geral é o critério de defender até ao fim o exercício da jurisdição universal por parte da Audiencia Nacional, mas há que evitar que ela se torne num brinquedo.” O mediático juiz Baltazar Garzón pediu à Audiencia Nacional que se pronunciasse sobre esta questão antes de avançar, também ele, com uma queixa contra os colaboradores da administração Bush. Garzón afirmou na altura que respeitaria a decisão tomada pela Procuradoria-Geral.