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A Europa na encruzilhada da integração

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A Europa na encruzilhada da integração

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A Europa está numa encruzilhada. Conclusão do relatório sobre o estado da União Europeia, preparado pela Fundação Schuman e agora apresentado em Paris.

O ministro francês dos Assuntos Europeus, que assistiu à apresentação, sublinha que o primeiro desafio são as eleições europeias de Junho. “Quero motivar os franceses, explicando-lhes que este escrutínio representa um grande interesse político. Não é um escrutínio a feijões onde se vota para coisa nenhuma. É um escrutínio para decidir o futuro da Europa, explica Bruno Le Maire, e continua: “Queremos uma Europa política forte, com peso político face aos Estados Unidos, à China, aos países emergentes, ou será que, ao contrário, decidimos deixar a Europa diluir-se, tornar-se uma vasta zona de comércio livre, sem regras nem peso político…” A Europa política é exactamente uma das vias apontadas pelo relatório, para esta Europa na encruzilhada entre mais ou menos integração. Uma Europa atingida, pela primeira crise em 50 anos. Uma crise que teria sido ainda pior se a Europa não tivesse uma moeda única. Mas é preciso ir mais longe na integração, estima o presidente da Fundação, Jean-Dominique Giuliani: “A União Europeia está numa encruzilhada. A conjuntura negativa que impede a realização de reformas institucionais impõe uma reacção, uma reacção política de alcance mundial. E, em matéria de política externa, é preciso que a União seja mais unida, mais credível e com uma política de defesa mais forte também.” Mas para já, o principal desafio da Europa é a participação dos cidadãos nas eleições europeias. O último eurobarómetro dá conta que apenas pouco mais de 30% dos eleitores dos Vinte e Sete tenciona ir às urnas, no próximo dia 7 de Junho.