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Autoridades conheciam o risco de L'Aquila

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Autoridades conheciam o risco de L'Aquila

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Um relatório da Protecção Civil italiana, datado de 1999, previa a catastrofe, na região de Abruzzes.

A imprensa desta quinta-feira transcreve o relatório que, há 10 anos, denunciou a “alta vulnerabilidade” dos edifícios, às calamidades sismológicas. Mas houve má fé, diz um ex-responsável da Protecção Civil: “Em l’Aquila, estavam identificadas numerosas construções com muito um elevado nível de vulnerabilidade. Evidentemente, este tremor de terra provou a má fé dos construtores”. Uma má fé que que deve ser sancionada pela justiça, como pretende o delegado de Ministério Público: “Devemos selar judicialmente estas construções, de forma a proteger os locais, para evitar manipulações que levem à perda das provas de eventuais responsabilidades”. Entre os mais perigosos, contavam-se os edifícios públicos, como 171 escolas que estavam denunciadas, como locais particularmente vulneráveis, às inclemências da natureza. As peritagens feitas depois do sismo, concluiram que 80 por cento do parque escolar era inabitável. Mas nada escapa, desde a Câmara Municipal , à Biblioteca Pública e à Conservatória.